quarta-feira, 25 de novembro de 2020

 




Onde se encontra a PAZ? (25/11/2020) 

Hoje despertei com uma sensação estranha de insegurança e impunidade.

Minha saliva parece fel de tão amarga está. Meu coração sangra, por ter que viver depois de tantos anos a insegurança dentro de minha própria casa, que mais parece uma prisão. Rodeada totalmente por cerca elétrica, sensores de presença em todas as portas que dão para fora. Isso sem falar nas câmeras de segurança e no monitoramento a distância.

Como é possível eu ainda me sentir insegura?

Os acontecimentos de ontem em Araraquara demonstram bem o porquê desta sensação. Como que 30 bandidos conseguem dominar uma cidade inteira? Deram um balão nos policiais da cidade que até o momento não conseguiram prender nenhum deles. Estamos ou não em guerra?

O que escutei ontem deitada em minha cama não foi a queima de fogos de artifícios, mas sim rajadas de metralhadoras disparando durante quase uma hora.

O mundo de hoje não é mais o mesmo do que quando nasci. Antigamente bandido ficava confinado nas prisões e somente lá existiam grades e cercas para que eles não saíssem. Hoje a situação se inverteu. Nossas casas se transformaram em prisões enquanto os bandidos que geralmente não ficam encarcerados, nos atacam, pois sabem que mesmo se forem presos logo estarão soltos.

Nossas leis servem de escarnio aos outros países. Aqui ninguém é punido, principalmente se pertencerem a alguns órgãos governamentais. Quando algum deles é condenado logo consegue a tornozeleira eletrônica para cumprir a pena em sua própria casa.

Nosso país está se transformando num grande salão de espetáculo para o mundo inteiro. Quando algum deles comenta algo sobre nós, nossos políticos ficam indignados e partem para a briga verbal.

A verdade dói muito para quem não quer enxergar, não é mesmo?

Tenho pensado muito em como chegamos a esse estado de coisas. Não há mais amor, respeito e nem mesmo hierarquia.

Filhos dominam os pais, alunos desrespeitam e até agridem professores, os mais velhos geralmente acabam em asilos ou casa de repouso. Onde se encontra o AMOR?

Isso se deve a deterioração da célula mater. da sociedade – A FAMÍLIA,

Na época em que nasci os avós eram tidos como os sábios da família. Depois vinham nossos pais que nos educavam e davam as direções certas de comportamento, mesmo que para isso recebêssemos alguns tapas na bunda, e alguns puxões de orelha, coisa que nunca achei errado.

Nunca saiamos de casa sem a benção de nossos pais e nem dormíamos sem ela. Ai de quem levantasse a voz para uma pessoa mais velha ou para seus próprios pais. O castigo era certo.

Nunca tinha ouvido a palavra bullying. Eu, meus irmãos e todos meus amigos tínhamos apelidos que usávamos durante uma briga, e nem por isso nos tornamos inimigos e nem tivemos traumas emocionais.

Eu por exemplo tive dois apelidos que me deixavam bravas, mas hoje vejo que realmente tinha razão de existir. Um era “A velha da vassoura”, isso porque eu era a mais velha e vigiava as ações dos mais novos e eles não gostavam disso. Outro era de Vaquinha holandesa, eu usava duas tranças e adorava ficar chupando cristais de sal grosso. Hoje vejo que não me causou nenhum mal.

Na escola tínhamos a Olivia palito, o Quatro olhos, o Baleia o Palito, o Girafa, o Boca mole, o Negão etc. Sempre fomos amigos e nenhum deles se transformou em bandido. Todos seguiram suas vidas e criaram suas próprias famílias.

Onde será que nossa família se decompôs?

Ela é o alicerce da sociedade, assim como a fundação bem feita é responsável pela estabilidade de nossas construções.

Precisamos pensar seriamente numa forma de restabelecer os laços da família, pois sem ela iremos ao CAOS.

Maria (Nilza) de Campos Lepre.


segunda-feira, 12 de outubro de 2020

          




Fotos antigas (26/05/2014) 

Hoje, ao ligar meu computador, fiquei a analisar os painéis de fotos que ficam em frente a ele, e na parede lateral do escritório.

Elas são um resumo de todas as pessoas queridas, que passaram ou ainda continuam em minha vida. São fotos de família.

Estranho, percebi só agora que as imagens estão esvanecendo. As coloridas estão quase sem cores e as em preto e branco estão amareladas e perdendo o contraste.

Fiquei longo tempo analisando, e descobri que assim como as fotos vão perdendo sua beleza, e seu colorido, nossas lembranças também vão se modificando através da passagem do tempo.

Tudo aquilo que nos magoou e decepcionou, acabam ficando sem importância. No final só ficam as lembranças boas, mesmo que um pouco apagadas.

Acredito que as cores de tudo que nos deu alegrias e felicidades acabam se renovando através de nossas lembranças.

Talvez por isso, nos tornamos mais sábios com o passar dos anos, pois aprendemos a dar valor somente às coisas, e as pessoas, que realmente são importantes em nossa vida.

Todo o resto colocamos no lixo ou simplesmente (deletamos) apagamos de nossa mente, sem ao menos darmos conta que assim o estamos fazendo.

Mesmo não estando mais com a mesma beleza de antes, gosto de olhar para os meus painéis. Acabo sempre matando as saudades de meus entes queridos que já fizeram a passagem, e gosto de rever a carinha feliz de meus filhos e netos quando ainda eram crianças. 

Maria (Nilza) de Campos Lepre . 

sábado, 10 de outubro de 2020

Bate papo com café:  FELIZDIA DAS CRIANÇAS. (9-10-2013) Naminha infâ...

Bate papo com café:  FELIZDIA DAS CRIANÇAS. (9-10-2013)

 Naminha infâ...
:   FELIZ DIA DAS CRIANÇAS. ( 9-10-2013)   Na minha infância, todos os dias eram das crianças. Levantávamos bem cedinho, assim que o dia r...

 

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS. (9-10-2013)



 

Na minha infância, todos os dias eram das crianças. Levantávamos bem cedinho, assim que o dia raiava. Nossos pais não deixavam que ficássemos perdendo tempo dormindo sem necessidade.

Nosso lanche da manhã lembrava mais um almoço. A mesa sempre tinha: pão fresquinho, queijos feito em casa, manteiga batida na hora, bolos e bolachas à vontade; geralmente tudo feito por nossa mãe ou por sua serviçal.

O leite e o pão eram deixados na porta de casa por carrocinhas de leiteiros e padeiros. Eles não continham nenhum conservante ou coisa parecida.

Logo ao levantar mamãe pegava o pão e o leite, que já se encontravam a porta da casa. Enquanto arrumava a mesa colocava o leite para ferver, matando assim qualquer bactéria que nele se encontrava.

Barriguinhas cheias e completamente descansados nós começávamos um novo dia. Nada mais, do que brincar e se divertir. Fazíamos uma pausa nas brincadeiras quando nossos pais nos chamavam para fazermos as tarefas escolares.

Passávamos horas a jogar bola. Às vezes subíamos e descíamos de árvores, para colher alguma fruta de estação, ou simplesmente pelo prazer das escaladas. Frequentávamos as casa de nossos amiguinhos como se fossem a nossa.

Éramos crianças alegres felizes e livres. Não havia preocupação com roubos, sequestros ou qualquer outra maldade.

A minha foi uma infância que desejaria que todas as crianças de hoje pudessem ter.

Foi um dos períodos mais felizes de minha vida.

Maria (Nilza) de Campos Lepre