quinta-feira, 26 de novembro de 2020
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quarta-feira, 25 de novembro de 2020
Onde se encontra a PAZ? (25/11/2020)
Hoje despertei com uma sensação estranha de
insegurança e impunidade.
Minha saliva parece fel de tão amarga está. Meu
coração sangra, por ter que viver depois de tantos anos a insegurança dentro de
minha própria casa, que mais parece uma prisão. Rodeada totalmente por cerca
elétrica, sensores de presença em todas as portas que dão para fora. Isso sem
falar nas câmeras de segurança e no monitoramento a distância.
Como é possível eu ainda me sentir insegura?
Os acontecimentos de ontem em Araraquara demonstram
bem o porquê desta sensação. Como que 30 bandidos conseguem dominar uma cidade
inteira? Deram um balão nos policiais da cidade que até o momento não
conseguiram prender nenhum deles. Estamos ou não em guerra?
O que escutei ontem deitada em minha cama não foi a
queima de fogos de artifícios, mas sim rajadas de metralhadoras disparando
durante quase uma hora.
O mundo de hoje não é mais o mesmo do que quando
nasci. Antigamente bandido ficava confinado nas prisões e somente lá existiam
grades e cercas para que eles não saíssem. Hoje a situação se inverteu. Nossas
casas se transformaram em prisões enquanto os bandidos que geralmente não ficam
encarcerados, nos atacam, pois sabem que mesmo se forem presos logo estarão
soltos.
Nossas leis servem de escarnio aos outros países. Aqui
ninguém é punido, principalmente se pertencerem a alguns órgãos governamentais.
Quando algum deles é condenado logo consegue a tornozeleira eletrônica para
cumprir a pena em sua própria casa.
Nosso país está se transformando num grande salão de
espetáculo para o mundo inteiro. Quando algum deles comenta algo sobre nós,
nossos políticos ficam indignados e partem para a briga verbal.
A verdade dói muito para quem não quer enxergar, não é
mesmo?
Tenho pensado muito em como chegamos a esse estado de
coisas. Não há mais amor, respeito e nem mesmo hierarquia.
Filhos dominam os pais, alunos desrespeitam e até
agridem professores, os mais velhos geralmente acabam em asilos ou casa de
repouso. Onde se encontra o AMOR?
Isso se deve a deterioração da célula mater. da
sociedade – A FAMÍLIA,
Na época em que nasci os avós eram tidos como os
sábios da família. Depois vinham nossos pais que nos educavam e davam as
direções certas de comportamento, mesmo que para isso recebêssemos alguns tapas
na bunda, e alguns puxões de orelha, coisa que nunca achei errado.
Nunca saiamos de casa sem a benção de nossos pais e
nem dormíamos sem ela. Ai de quem levantasse a voz para uma pessoa mais velha
ou para seus próprios pais. O castigo era certo.
Nunca tinha ouvido a palavra bullying. Eu, meus irmãos
e todos meus amigos tínhamos apelidos que usávamos durante uma briga, e nem por
isso nos tornamos inimigos e nem tivemos traumas emocionais.
Eu por exemplo tive dois apelidos que me deixavam
bravas, mas hoje vejo que realmente tinha razão de existir. Um era “A velha da
vassoura”, isso porque eu era a mais velha e vigiava as ações dos mais novos e
eles não gostavam disso. Outro era de Vaquinha holandesa, eu usava duas tranças
e adorava ficar chupando cristais de sal grosso. Hoje vejo que não me causou
nenhum mal.
Na escola tínhamos a Olivia palito, o Quatro olhos, o Baleia
o Palito, o Girafa, o Boca mole, o Negão etc. Sempre fomos amigos e nenhum
deles se transformou em bandido. Todos seguiram suas vidas e criaram suas
próprias famílias.
Onde será que nossa família se decompôs?
Ela é o alicerce da sociedade, assim como a fundação
bem feita é responsável pela estabilidade de nossas construções.
Precisamos pensar seriamente numa forma de
restabelecer os laços da família, pois sem ela iremos ao CAOS.
Maria (Nilza) de Campos Lepre.
segunda-feira, 12 de outubro de 2020
Fotos antigas (26/05/2014)
Hoje, ao ligar meu
computador, fiquei a analisar os painéis de fotos que ficam em frente a ele, e
na parede lateral do escritório.
Elas são um resumo de
todas as pessoas queridas, que passaram ou ainda continuam em minha vida. São
fotos de família.
Estranho, percebi só
agora que as imagens estão esvanecendo. As coloridas estão quase sem cores e as
em preto e branco estão amareladas e perdendo o contraste.
Fiquei longo tempo
analisando, e descobri que assim como as fotos vão perdendo sua beleza, e seu
colorido, nossas lembranças também vão se modificando através da passagem do
tempo.
Tudo aquilo que nos
magoou e decepcionou, acabam ficando sem importância. No final só ficam as
lembranças boas, mesmo que um pouco apagadas.
Acredito que as cores de
tudo que nos deu alegrias e felicidades acabam se renovando através de nossas
lembranças.
Talvez por isso, nos
tornamos mais sábios com o passar dos anos, pois aprendemos a dar valor somente
às coisas, e as pessoas, que realmente são importantes em nossa vida.
Todo o resto colocamos no
lixo ou simplesmente (deletamos) apagamos de nossa mente, sem ao menos darmos
conta que assim o estamos fazendo.
Mesmo não estando mais com a mesma beleza de antes, gosto de olhar para os meus painéis. Acabo sempre matando as saudades de meus entes queridos que já fizeram a passagem, e gosto de rever a carinha feliz de meus filhos e netos quando ainda eram crianças.
Maria (Nilza) de Campos Lepre .sábado, 10 de outubro de 2020
Bate papo com café: FELIZDIA DAS CRIANÇAS. (9-10-2013) Naminha infâ...
Naminha infâ...: FELIZ DIA DAS CRIANÇAS. ( 9-10-2013) Na minha infância, todos os dias eram das crianças. Levantávamos bem cedinho, assim que o dia r...
FELIZ DIA DAS CRIANÇAS. (9-10-2013)
Na
minha infância, todos os dias eram das crianças. Levantávamos bem cedinho,
assim que o dia raiava. Nossos pais não deixavam que ficássemos perdendo tempo
dormindo sem necessidade.
Nosso
lanche da manhã lembrava mais
um almoço. A mesa sempre tinha: pão fresquinho, queijos feito em casa, manteiga
batida na hora, bolos e bolachas à vontade; geralmente tudo feito por nossa mãe
ou por sua serviçal.
O
leite e o pão eram deixados na porta de casa por carrocinhas de leiteiros e
padeiros. Eles não continham nenhum conservante ou coisa parecida.
Logo
ao levantar mamãe pegava o pão e o leite, que já se encontravam a porta da
casa. Enquanto arrumava a mesa colocava o leite para ferver, matando assim
qualquer bactéria que nele se encontrava.
Barriguinhas
cheias e completamente descansados nós começávamos um novo dia. Nada mais, do
que brincar e se divertir. Fazíamos uma pausa nas brincadeiras quando nossos
pais nos chamavam para fazermos as tarefas escolares.
Passávamos
horas a jogar bola. Às vezes subíamos e descíamos de árvores, para colher
alguma fruta de estação, ou simplesmente pelo prazer das escaladas.
Frequentávamos as casa de nossos amiguinhos como se fossem a nossa.
Éramos
crianças alegres felizes e livres. Não havia preocupação com roubos, sequestros
ou qualquer outra maldade.
A
minha foi uma infância que desejaria que todas as crianças de hoje pudessem
ter.
Foi
um dos períodos mais felizes de minha vida.
Maria (Nilza) de Campos Lepre

