domingo, 9 de fevereiro de 2014

As cores da vida

As cores da vida
Hoje durante uma de minhas famosas noites de insônia, fiquei a pensar em tudo que vivi durante esta minha longa caminhada.
Depois de muita análise, cheguei a uma conclusão. Nossas vidas são regidas por cores.
Azul - Quando estamos felizes, enxergamos tudo envolto em uma nuvem azul brilhante. O mundo se torna afável, e tudo que nos rodeia se transforma em cenário maravilhoso.  As flores apresentam cores tão vibrantes que chegam a ofuscar nossa visão. O céu, mesmo que coberto de nuvens de chuva mostra- nos uma visão do paraíso.
Verde – Quando estamos em contacto direto com a natureza, tudo se veste de verde, e sem percebermos nos transformamos em parte dela. A sensação é maravilhosa. Uma paz invade nossa alma e ali se instala. Sentia muito esta sensação quando ia à pesca com meu marido nas águas do Pantanal Mato-grossense.
Amarelo – Quando o dia esta ensolarado e estamos de bem com a vida, tudo se transforma. O amarelo do sol nos envolve e aquece nosso corpo e nosso espírito. O dourado do dia nos leva a procurar por praias, piscinas ou mesmo o nosso próprio quintal para aproveitá-lo melhor. Mas, quando estamos em dias ruins ele se transforma em nosso martírio. Praguejamos contra as altas temperaturas, contra a luminosidade do sol. Enfim nada nos parece agradável.
Cinza – Esta cor nos envolve quando estamos deprimidos, ou passando por alguns problemas que nos parecem sem solução. Olhamos a nossa volta em busca de outras cores, mas ela insiste em permanecer por ali. É muito difícil se livrar dela.
Vermelho - Esta é cor que menos aprecio, pois aparece em nossas vidas quando nos deixamos ser tomados pelo ódio, rancor e desejos de vingança. Graças a Deus foram bem poucas as vezes que ela fez parte de mim. Quando percebo que ela esta se achegando uso uma estratégia bem simples. Começo a escrever ouvindo musica clássica. Acalma e faz a gente refletir sobre a causa do mal estar. Geralmente o mal se afasta e consigo refletir sobre os acontecimentos sem paixão.
Preto – Está sempre presente quando perdemos um ente querido. Alguém da família, algum amigo ou conhecido. Aparece como nuvem sobre nossas cabeças quando descobrimos que alguém muito amado esta com uma doença incurável, e nada poderemos fazer para que ela não parta para outro mundo.
Branco – Ela impera em nossas vidas, quando os dias correm normalmente sem nada que perturbe a nossa existente. É a cor que simboliza a PAZ.
Vejam só o que uma noite de insônia faz com a gente. Traz a cabeça pensamentos jamais sonhados.
Acabo de escrever um monte de besteirol. Desculpem-me.

Maria (Nilza) de Campos Lepre – 22/11/2014

O Espelho

O Espelho
Hoje ao olhar no espelho
não consegui me encontrar.
Talvez amanhã eu retorne.


A velha árvore




A velha árvore

Há anos atrás, quando eu ainda era uma menininha, uma das formas que encontrava para descansar entre as brincadeiras, era deitar-me em uma rede e ficar me balançando de cá pra lá. Enquanto meu corpo descansava, meus olhos admiravam a paisagem que se descortinava a minha frente. Gostava de ficar admirando uma velha árvore, que restava só no meio do pasto da fazenda. Pela altura de seus galhos e grossura de seu tronco deve ter sido um dia grande e frondosa. Agora lembrava mais um esqueleto.
Em contraste com o verde do pasto, seu tronco e seus galhos, tinham a cor marrom muito escuro. Era uma figura assustadora. Seus galhos pareciam mãos descarnadas pedindo por misericórdia.
Não sei por que, mas aquela imagem me cativava de tal forma que passava horas apenas observando, e sonhando como ela deveria ter sido. A sensação que eu tinha era de abandono, tristeza, penúria, mas na época eu não conseguia definir estes sentimentos.
Varias vezes perguntei a meus pais o porquê dela permanecer ali. Acreditava que deveriam arrancá-la, pois parecia estar morta. Eu queria acabar com o seu sofrimento. Meu coraçãozinho se condoia acreditando que ela com seus galhos direcionados para o céu estivessem pedindo socorro a Deus.
A resposta que recebia era sempre a mesma: - Querida, ela não esta morta, esta apenas descansando. Um dia ela retornará em todo seu esplendor.
Eu não acreditava no que me diziam, mas não podia fazer nada para ajudar a velha árvore, a não ser ir até ela e ficar conversando como se ela pudesse me entender.
As aulas começaram e eu tive que ficar na cidade para continuar meus estudos.
O tempo passou e as férias chegaram. Voltei para a fazenda e um dia entre um balanço e outro resolvi voltar a admirar a minha velha árvore. Que surpresa, ela estava repleta de folhas renascera como meus pais haviam previsto.             Era tão grande que o gado estava todo amontoado a sua volta em busca de sua refrescante sombra.
Meu coração se encheu de alegria e corri até ela para dar-lhe um abraço.
Esta história de minha infância voltou aos meus pensamentos, porque atualmente estou me sentindo como aquela velha árvore.
Meu tronco esta seco, meus galhos pelados, minha alma dolorida. Só espero, que como a velha árvore, logo eu possa renascer e voltar a fazer sombra para ajudar as pessoas a quem amo.

Maria (Nilza) de Campos Lepre – 8/02/2014   

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Aviso

Quero avisar meus leitores que estão querendo comprar o livro "O Diário de uma Pescadora", que brevemente vai estar nas livrarias uma segunda edição do mesmo. Há muitos pedidos pendentes, mas o livro estava esgotado. Tenham um pouco de calma e logo serão atendidos.
Obrigado.
Maria (Nilza) de Campos Lepre 
8/1/2014

Vira-latas da vida.



 Foto baixada da internet.

Vira-latas da vida.

Hoje quero falar sobre uma coisa que anda me deixando pensativa nos últimos tempos. Todo o dia ao verificar a pagina principal do Facebook me deparo com muitos postes falando sobre o maltrato aos animais, o abandono dos mesmos, e como passam fome e maus tratos nas ruas das cidades.
Acho tudo justo e verdadeiro, mas a essas pessoas que se preocupam tanto com o destino deles deixo uma pergunta no ar: JÁ PENSARAM EM FAZER O MESMO TRABALHO QUE FAZEM PELOS ANIMAIZINHOS EM PROL DAS NOSSAS CRIANÇAS VIRA-LATAS?
Da mesma forma que há o abandono de animais cresce também o abandono de nossas crianças. Existe uma grande diferença. Os animais são tachados de coitados e nossas crianças de trombadinhas. Dos animais nos aproximamos e cuidamos, mas as crianças a escorraçamos e fugimos delas.
ATÉ QUANDO CONTINUAREMOS COM ESSA FALTA DE AMOR?
Não quero tirar a minha parcela de culpa, pois assim como vocês eu também não consigo ficar insensível ao abandono dos bichinhos, mas quando se trata do ser humano ainda tenho alguma resistência em aceitar a realidade.
Acredito que para melhorar esta situação não compete só aos poderes públicos, mas também a nós lutarmos para dar mais educação a nosso povo, para que tenham condições de manter seus filhos debaixo de seus tetos.
Mas como tudo neste país esses sonhos são apenas utopias. Nossos dirigentes não querem que o povo se instrua, pois só assim poderão continuar no poder por muito mais tempo. Continuam dando lhes a esmola dos vales alimentação, Transporte e muitos outros que vão criando por ai.
Peço desculpas pelo meu desabafo, mas isso estava a muito tempo entalado em minha garganta.
Hoje resolvi soltar a voz.

Maria (Nilza) de Campos Lepre – 30/11/2013         

Duvida



Duvida

Como explicar este sentimento que assola nossa alma?
Vai se aproximando de mansinho, e sem nos darmos conta vai se apoderando de tudo.
É tristeza? É dor? É alegria? É nostalgia? É falta?
Ou é tudo isso misturado formando um só sentimento?
Aquele que somente nós de origem portuguesa, conseguimos expressar em uma só palavra?
Um sentimento que maltrata, mas ao mesmo tempo alivia as dores?
Será que é: SAUDADES.

Maria (Nilza) de Campos Lepre - 2013 
Foto de meu arquivo particular.